04 Junho 2011

O que queres que te diga? Que gosto de ti? Já todos sabem. Deste-me muito mais do que tudo o que te dei. As “horas e horas a dizer presente” de que te falei, foram muitas cedências e alguns sacrifícios. Foram noites em que não dormi descansado, fins-de-semana em que não vi a família. Foram pilhas de nervos por não te conseguir deixar no auditório, não te saber apagar do pensamento. Foi stress, muito stress, por te trazer sempre comigo para casa e às vezes me irritar com isso. E foi equacionar, algumas vezes, se valia de facto a pena. Fi-lo, e não foram poucas vezes. Mas tu tens a capacidade de me acalmar e me chamar à razão. Afinal de contas, fazes parte dos melhores 3 anos da minha vida. Ensinaste-me música, ensinaste-me academia. Deste-me os melhores amigos que levo da faculdade, aproximaste-me da mulher que amo. Fizeste-me feliz, palco atrás de palco, como tua bandeira. Como parte de ti.

Perguntas-me porque te personifico, em cada texto? Porque não amo coisas abstractas. Para mim és real, e estás muito viva. De outra forma não faria sentido.

Recordo todos os momentos, gravados em rostos e vozes. Tudo.

Desde a minha passagem a caloiro às palavras que o D’zrt me disse. Nunca as esqueci. À responsabilidade de ouvir o Bar falar-me da grande aposta que fazia em mim. As palavras do Bombeiro, depois do meu primeiro Tunan’TE “Um dia, quando estiveres em palco, vais perceber que esta é a melhor recompensa que se pode obter. E faz tudo valer a pena - referindo-se aos aplausos. E tinhas razão, como sempre.

Lembro-me do dia em que mostrei a minha capa à Souvenir e lhe disse: “estás a ver? Fila da escstunis, emblema de caloiro, primeiro festival. Tenho dois espaços livres: Tuno e Veterano”. Sorrio hoje ao lembrar-me da cara dela e de ter levado na cabeça por me estar a esticar. Juro que não foi por mal.

E recordo tantas outras coisas que me fariam não parar de escrever.

Nada se consegue sem sacrifício. Foram muitos dias a chegar ao auditório às 16:30h. Foram muitas horas a dar o melhor de mim, apenas para não desiludir. Nunca quis mais que isso, e nunca quis ser tudo o que pensaram que eu queria. Apenas queria estar à altura, e não fazer má figura. E só consegui convosco. Estou sempre a repetir isto aos mais novos: nenhum de nós vale nada sem o grupo.

Já deixou de ser por mim, há muito tempo. Agora é pelos outros. Se chegar aqui representa algo? Sim. Representa um acréscimo de responsabilidade. Marca o momento em que deixo de trabalhar para mim e faço-o para outros. Em que quero fazê-los crescer e torná-los elementos válidos neste grupo. Em que quero tirar deles sorrisos e alegria, e fazer com que esta experiência seja o melhor momento da vida deles.

Sim, agora é pelos mais novos. Sempre um bocadinho por mim, claro, mas agora é a altura deles.

Se me falta algo? Sim. O último palco acompanhado pela minha melhor amiga, pela melhor pandeireta que já vi saltar. Se também foi por ela? Claro. Ela faz parte de mim.

Paulo "Ohsanna" Lima

6 comentários:

Anónimo disse...

A ESCS não é uma faculdade. LOL
Penugem

Bjnaga/Mónica disse...

Senhor veterano Penugem não leve a mal, mas depois de um texto destes o que te fica na cabeça é que a ESCS não é uma faculdade?! xD

zumzum disse...

isto não da para por likes o.O

parabens :)

cristina cotrim disse...

As lagrimas cairam pelo meu rosto...pela sensibilidade de quem escreveu e por conhecer a Tuna. Um bem haja e os meus parabéns ao humilde e grd Paulo.
Cristina Cotrim

fsantabarbara disse...

Like gigante ao comment do Penugem! LOL

JoanaC. disse...

:)