Segunda-feira, Dezembro 21, 2009

Ser escstunis



III Tunan’TE e XV Aniversário


Estes momentos são exemplo daqueles que fazem com que todo o trabalho, todo o esforço, todo o stress, todas as noites mal dormidas, todas as discussões, tudo… valha a pena. Foi isto que me fez chegar cá e cá continuar e todos os dias, acordar com mais vontade de lutar por isto e às vezes ser injusta ao exigir dos outros o mesmo que eu sinto que tenho de dar a toda a hora. São momentos como estes que me fazem querer cá estar ensaio após ensaio, ano após ano e continuar a ajudar a crescer esta família que me acolheu de braços abertos.

Não é uma família fácil, mas conhecem alguma que seja perfeita? Aliás, se fosse… qual seria a piada?



Obrigada escstunis.



Por: Joana "Lupuldina" Rodrigues

Terça-feira, Dezembro 15, 2009


Caros amigos,

“Quinze anos de história com muitas estórias” podem descrever o passado da escstunis, mas isso era estar a reduzir em muito essa sua mesma História.

Dia 17, na nossa casa – A ESCS – comemoramos esta data com a TAISCTE e Magna Tuna ApocalISCSPiana e todos os outros que se quiserem juntar a nós pela noite dentro.

Muita música, animação, comes e bebes pela noite fora são o que propomos para esta quinta feira negra de convívio entre aqueles que mantêm vivo o espírito tunante na nossa capital. A presença de amigos como vós é pois essencial para tornar inesquecível este marco da nossa história.

O Encontro começa pelas 21h30, apareçam, a entrada é livre.

Domingo, Dezembro 06, 2009

III Tunan'TE

Este fim de semana foi de festival. Organizado pelos nossos amigos da Tuna Económicas, foram 3 dias de muita animação.
Tudo começou na sexta feira com o jantar na cantina do ISEG seguido da Festa no vendedores de jornais em Santos. A festa foi animada e foi aqui que surgiu a primeira surpresa deste fim de semana. Havia chegado a hora da Ameri'Caga Tacos largar o fato macaco e passar a envergar o traje enquanto caloira da escstunis!

Ontem, sábado, Foi dia de Festival!

A concurso, no auditório da Lagoa Branca, no ISA, estavam, para além da escstunis, a TAISCTE, a Tuna Médica de Lisboa, a Viriatuna, e a Enftuna.
No entanto, a competição começou muito antes. Logo após o almoço na cantina do ISA fomos conduzidos a diversas actividades que nos divertiram bastante. Jogámos Twister, fizemos um torneio de matraquilhos, fizemos um teatro reproduzindo uma novela mexicana, um trivial sobre músicas de tunas e ainda um concurso de penalties de cerveja nas suas mais diversas categorias (cascata, invertido, etc).
Todas estas actividades tinham uma pontuação que contava para o Score final. A tarde viria a ser ganha pela escstunis. De salientar o recorde do Bar Aberto no penaltie em cascata e também a sua especial aptidão para falar espanhol.
Houve ainda tempo para um teatro dos caloiros da escstunis. A ideia saiu de uma praxe da Pelota e consistia num musical com a música do Pingo Doce. Pegando nesta ideia, fizemos uma adaptação de um episódio dos Ídolos, na qual contámos também com a presença do chico fininho e de um senhor aficcionado do campismo.
Após uma tarde muito agitada chegou o Jantar, que antecedeu a actuação. Durante o aquecimento vocal surgiu mais uma grande novidade. Foi a vez do Ueifel subir mais um degrau na hierarquia da escstunis passando a Tuno.
A escstunis foi a 2ª a actuar logo após a Viriatuna. A seguir veio a Tuna Médica de Lisboa. Após o intervalo, a Enftuna e a TAISCTE antecederam a Tuna Económicas.
Foi antes da última música da tuna anfitriã que se deu a entrega de prémios. Foi aí que se deu outro dos grandes acontecimentos da noite para a escstunis. Foi a vez da Lupuldina ser recompensada por todo o seu trabalho e chegar ao topo da hierarquia escstuniana. Entre lágrimas e sorrisos todos festejámos pois é uma pessoa muito querida entre nós.
A escstunis voltou para casa com dois prémios numa noite em que, para além de muitas alegrias tivemos também algumas tristezas. Não foi uma noite fácil mas, mais uma vez ficou provado que o suor, a dedicação e a paixão que colocamos no nosso trabalho dentro da tuna vale sempre a pena.



Para a história ficam os prémios da Noite:

Melhor Tuna - escstunis
Melhor Solista - Tuna Médica
Melhor Instrumental - TAISCTE
Melhor Serenata - Tuna Médica
Melhor Pandeireta - EnfTuna
Melhor Estandarte - escstunis
Tuna mais Tuna - Enftuna
Melhor original - TAISCTE


Por: Paulo "OhSanna" Lima

Sexta-feira, Novembro 27, 2009

Retiro Musical 2009


“Bom dia amigo, bom dia irmão, levanta-te depressa, vem cantar esta canção...”



A sexta feita anoiteceu, igual a todas as outras. Foi no parque de estacionamento da ESCS que se juntaram 27 pessoas à espera de um fim de semana diferente. A comida, os sacos-cama, a roupa (nalguns casos para 3 semanas), os instrumentos e o espírito. Tudo empilhado nas malas de carros cuja traseira quase roçava o chão. Foi assim que partimos para mais um retiro musical no Pó!


Esse, por sua vez, lá continuava. A casa do costume, o caminho de sempre, pouco havia mudado desde o ano passado. Tudo igual excepto as caras. Essas foram renovadas com sangue novo, aliado à experiência dos que por lá já haviam passado.

Os objectivos eram os do costume. A música, a praxe, a amizade.


Colchões e sacos-cama empilhados uns em cima dos outros, filas para a casa de banho, pouco espaço na cozinha mas muito boa vontade. Como não podia deixar de ser.

A música ocupou lugar de destaque. Ensaios gerais, ensaios de naipe, de voz, de instrumento, experimentam-se coisas novas, aperfeiçoam-se as antigas, transmite-se conhecimento a todos aqueles que agora dão os primeiros passos na escstunis. Missão cumprida.


Pelo meio veio a praxe. Desde a maratona matinal escstunis – Pó 2009 (para o ano é melhor ter o INEM de prevenção), à ginástica com o nosso instrutor com umas meias bastante sensuais, Bar Aberto, aos ovos, aos jogos, aos papelinhos ou ao belo fortalecimento do bicep (que forma tão bonita de dizer flexões), estivemos lá, divertimo-nos e fortalecemos laços de amizade entre nós. Houve muito mais, mas nem tudo se pode contar porque também temos uma imagem que não queremos estragar aqui, em praça pública.

Foi assim o Pó 2009. E valeu bem a pena!



Por: Paulo "OhSanna" Lima


Domingo, Novembro 08, 2009

Na escstunis, a cantar desde 25 de Setembro de 2008


Acho ser pertinente, após um ano de tunantices e de muitas histórias por contar, reflectir um pouco sobre tudo o que se passou, desde o que me trouxe aqui até àquilo que sei - e sou - hoje. Se há algo que me importa referir e deixar claro é que se o “canto” veio só em Setembro, a paixão por esta tuna surgiu estava eu ainda no 12º ano (sim, andei a fazer pesquisa e sim, estava muito confiante quanto à minha entrada na escs).

Confesso, já conhecia um membro que fez com que a minha escolha de instituição fosse bastante objectiva – a Pelota. A verdade é que não me arrependo em nada, nem de ter escolhido esta escola, nem de ter preferido este curso e obviamente que muito menos me arrependo de ter ido àquele ensaio da tuna, no dia 25 de Setembro de 2008, 5ª feira da semana de praxes. Estava ligeiramente afónica mas ainda assim capaz de atingir notas que pouco depois da audição levariam as pessoas a abordar-me com a seguinte pergunta “Tu é que és a sopraníssima?”.

Cheguei a esta cidade e não posso dizer que nada conhecia... estaria a mentir. Mas posso antes dizer que a dor de deixar muita gente importante na minha vida para trás, lá no meio do oceano, era um factor que pesava imenso na minha alma e que, aviso desde já, nunca deixa de pesar – apenas vai melhorando e é preciso saber como fazê-lo melhorar. O meu antídoto foi claro: juntar-me a a um grupo de músicos amadores que envergam capas negras, decisão já tomada muito antes de ter sequer chegado aos exames nacionais. E não era um grupo qualquer, senão a tuna daquela que eu sabia que viria a ser a minha escola e a qual à distância confesso que acompanhei, muito antes de sequer pisar solo Lisboeta para nele me fixar.

Concorri para Dança e fui aceite, mas a Publicidade e o Marketing não me saíam da cabeça.. e a “escstunis, a tuna da escs, a escola para onde quero ir” também era um factor que me atraía imenso.. E posso dizer que a escolha foi clara, sobretudo após a visita à instituição naquele tórrido mês de Julho. A partir daí era apenas uma questão de esperar pois as colocações não tardariam em sair e o Verão já dava sinais de despedida.

E assim foi. O dia de vir para Lisboa chegou, assim como o dia de ir para a escola, o dia de chegar a casa tão cansada de gritar por causa das praxes que adormeci às 20h e o dia de ir à tuna pela primeira vez.. Umas escassas 24 horas depois já envergava o fato-macaco no V Arraial escsito onde gritei pela tuna, feita doida – ordens do Bargister, que me explicou muito claramente que eu, sendo ainda a única candidata, teria de puxar pelas pessoas.

A partir daí foi sempre a somar... Até ao dia em que debaixo do sapato do Aleluia tinha um papelinho que anunciava que o meu colega Quaresma e eu tínhamos acabado de passar a caloiros.. foi a minha primeira ida à Sintra, mas não foi uma ida qualquer, pois cheguei lá como orgulhosa candidata desta grande tuna, e de lá saí caloira.

E muitos festivais se passaram, muitas actuações, muitos ensaios, muitas viagens (quem se esquecer do Algarve tem de largar os ácidos) e, entretanto, já o 2º ano na escs está a atingir um ritmo forte. Contra todas as adversidades académicas e coisas que tais, cada vez mais sou apaixonada por esta tuna pela qual, através de pequenos e grandes gestos, tento dar o melhor que tenho para dar. É uma família, de facto, e uma família que não espera de nós aquilo que não podemos dar. Não espera que saibamos cantar a priori para poder nela estar, não aceita nem permite que abdiquemos de ter tempo para dedicar ao nosso curso, não impera, sequer, que saibamos tocar um instrumento já ao chegar lá. Aquilo que esta pede, genuinamente, é a nossa vontade de ali estar e a amizade e alegria que possamos trazer, acima de quaisquer outras capacidades que possamos ter de modo a contribuir para a evolução deste núcleo.

Posta esta história toda, é por este amor inexplicável e, primeiramente, tido silenciosamente e à distância, que aqui estou... e hoje sou escstunis, somos escstunis, somos GRANDES do modo que sabemos que somos (ainda que nem todos tão altos como o OhSanna). E após um ano batido desta vida tunante, tenho a dizer com “aquela” lágrima no canto do olho: obrigada, escstunis, por abrires os braços a mais uma açoriana que se decidiu aventurar por terras de Portugal continental e que se agarra à capa negra de modo a curar saudades e a continuar a sorrir, feliz por aqui estar.

Por: Carla “Bocas” Cosme

Segunda-feira, Novembro 02, 2009

A minha escstunis

Era um mundo completamente novo para mim. Caras novas, hábitos desconhecidos.
Entrei para a ESCS com a vontade de fazer tudo: E2, 8ª Colina, nAV e... escstunis. E esta acabou por ficar para último, porque foram mais olhos que barriga. Esta vontade de tanto fazer acabou por se tornar precisamente o contrário: acabei por fazer nada. Confesso que o curso de Jornalismo não me cativou à primeira e as rotineiras vindas à ESCS tornaram-se em manhãs mal dormidas e consequentes desculpas para cá não vir.
Os meses foram passando e o interesse pela escstunis foi crescendo, ao contrário das outras coisas que me rodeavam na ESCS. Fui acompanhando a nossa tuna e já sabia as músicas todas de cor: afinal já eram uma obrigação na minha playlist. Na noite da festa do XIV Aniversário fiquei tristíssima por não ir, porque não tinha boleia.

Dia 14 de Março de 2009:
Rita: Paty, hoje vou a um encontro de tunas em Sintra, é a primeira actuação do Paulo e quero fazer-lhe uma surpresa.
Paty: Também posso ir? (Sim, eu não tenho problemas em me colar)
Depois de um longo caminho até à vila de Sintra, lá chegámos ao salão paroquial e nunca mais era a hora de actuar escstunis. As pessoas tagarelavam à minha volta. Comiam, bebiam. Sentei-me num canto, no chão, sozinha: eu só queria ver a minha tuna actuar. Até que chegou a hora. Passaram todos por mim e eu pensei: “Quero muito poder envergar o traje e fazer parte daquela família. Se calhar chegou mesmo a hora”. Estava farta de esperar e adiar: fui falar com o Bar e ele convenceu-me definitivamente (se é que era preciso).

Na terça-feira seguinte fui assistir ao ensaio e fiz a audição. Estava super nervosa, qual candidata que vai ao Ídolos e, no fim, pedi desculpa aos ouvidos do Bombeiro e do Crómio. A partir daí, contam-se pelos dedos os ensaios a que eu faltei.
Seguiram-se o II Festival de Tunas Mistas de Carnide, o meu primeiro festival; O X Fortuna, onde recebi uma das praxes mais giras, dada pela Fred (consistia numa reportagem do Festival, onde tínhamos de descobrir pormenores sórdidos e íntimos da vida de alguns tunantes); o V Lisboa Eterna (e que festival. O quanto gritei, cantei, ri). Até que ele chegou: o XIII Tuna M’Isto. Ofereci-me para guia e fiquei com a Tuna de Enfermagem de Lisboa: super acessíveis, simpáticos e com um grande espírito académico. Foi uma noite fantástica, apesar de todo o stress, e é um orgulho fazer parte da organização deste festival.

Claro que tenho de confessar que estava ansiosa por passar a caloira. Mas só esperava essa passagem lá para Setembro ou Outubro. Fiz um esforço enorme para ir ao Mistuna e foi um festival do caraças. Sei que perdi uma noite brutal, mas a segunda foi bem melhor: a minha passagem. Chorei baba e ranho e hoje cá estou...

O meu fato-macaco já foi herdado e substituído pelo traje. Confesso que às vezes sinto saudades dele, os sapatos desgraçam-me os pés. Sei que sou desafinada, desajeitada na guitarra, mas o meu empenho é grande e sei que já melhorei muito. Por mim não parava de escrever, mas o Paulo já me disse que isto é um blog e não um livro. Mas, só mais uma coisinha. No início disseram-me: “Não vás para a tuna. Eles têm a mania que são superiores e isolam-se muito”. Eu não quis saber. Nada ofusca o orgulho que eu tenho em ser... escstunis.

Obrigada!
Por: Paty “La Piara”

Segunda-feira, Outubro 19, 2009

escstunis.


Setembro de 2008, a tuna da minha escola.
Desde Abril de 2009? A minha tuna.


Seguia a tuna, gostava de ouvir, gostava do ambiente. Timidamente, em Abril, lá fui a um ensaio (Bocas, és a maior), “fugindo” por minutos… Não tinha preferência por nenhum instrumento. Passei então um tempo no bombo, indo depois para cavaquinho. Hoje, não quero outra coisa.

Dia 10 de Outubro, estava a escstunis na bela terra de Santo Estêvão para uma actuação, quando é pedido aos caloiros que se juntem e façam uma praxe… O quê? Um episódio do House MD, no qual o Dylan era o paciente, eu o House e os restantes caloiros a “minha” equipa, sendo que, quem tinha o diagnóstico final da doença era a Lupuldina. (Mal eu suspeitava do que lá vinha juntamente com a doença…) No final do dito episódio, Dr. House lá pede ajuda à Lupuldina que lhe entrega um envelope. Dentro, um papel com um belo desenho e respectivas descrições de um lado (Ju, a artista), e do outro uma surpresa: “Parabéns, Fugitiva, passaste a caloira da escstunis!”.

Agradeço-vos a todos pelos momentos proporcionados nestes meses como candidata, que tanto valeram a pena. A escstunis é, de facto, uma família, e é nesta família que eu pretendo continuar e crescer com os restantes membros e com a ajuda de todos eles.
Passar numa praxe colectiva? Óptimo! Primeira actuação numa festa da ESCS? Espectáculo! Ter o meu baptismo nas escadas do infinito? Indescritível... Aquelas escadas representam mesmo o caminho a percorrer, quer na vida, quer em qualquer lugar. Subi mais um degrau na escada da escstunis. Quero subi-los a todos, devagar, aproveitando-os ao máximo.

Para o infinito e mais além!


Por: Sofia “Fugitiva” Teixeira